quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Então, e agora?!

“Então, e agora?!” deve ser das perguntas que mais me têm feito nos últimos tempos. Ou melhor dizendo tem sido a única pergunta que me fazem, agora. Agora que acabou. Acabou-se o estágio, daqui a um mês entrego a tese e depois…bem o depois eu também não sei. O depois será uma incógnita e pela primeira vez na vida sinto-me completamente “à nora”. Até agora nunca tive de me preocupar com o “a seguir”, porque o “a seguir” sempre teve resposta. Porque o “a seguir” sempre foi certo. Porque o “a seguir” sempre me deixou segura. Porque o “a seguir” sempre dependeu apenas de mim…
O “a seguir” agora…assusta-me. Tira-me o sono, a vontade de comer, causa-me insónias, tira-me a vontade de celebrar o que quer que seja. Porque sinto medo, uma angústia pela busca de um “a seguir”, para o qual a resposta não depende apenas de mim. Há a espera…que tanto pode ser curta ou longa. E essa espera faz-me pensar: o que farei nesses tempos?! Vou à procura, eu sei…mas, e enquanto procuro? Os dados estatísticos afirmam que o desemprego baixou, mas…quem me garante que eu terei sorte? Quem me garante que me escolhem? Ninguém me garante nada, porque não há garantias nesta altura…Porque nesta altura só há uma coisa que me garantem…uma espera. E durante essa espera só me garantem que vou ter de saber lidar com esta paragem. Uma paragem que nunca fiz. Uma paragem que muitos dizem que vai fazer-me bem. Uma paragem que me dará tempo para dedicar-me a algumas coisas que não consegui até agora. Uma paragem que espero não ser demasiado grande porque não sou pessoa de parar, esperar muito tempo, não fazer nada de útil e substancial…

Se fosse como o outro, mal-acabava o curso e lá ia eu…em busca e à descoberta de um mundo que tanto tem para mostrar. Lembro-me de quando falamos sobre isto naquela altura pareceu-me surreal, mas agora percebo. Agora dou valor e sei o porquê dessa vontade…Se pudesse era o que faria, enquanto uma resposta não chega, enquanto não me dão uma certeza. Mas não há essa possibilidade, mas existirão outras (espero) que me ocupem, que me realizem… Só que poucos percebem esta fase, esta preocupação. Mas aos muitos eu só peço tempo, para saber lidar comigo e com estas mudanças, inseguranças, receios de uma finalista-ex-estagiária-futura-recém-formada-engenheira-química-um-dia. Mas aos muitos eu só peço que não me perguntem o “e agora”. Porque o “e agora” será meu e apenas meu, e para saber dele preciso de tempo para me dedicar a ele e descobrir um sentido, um motivo, um lado bom, o onde é que ele pode ser positivo…Porque sobre o “e agora” eu não sei nada!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Regresso

O dia 13 foi dia de regresso. Dia de voltar a fazer algo que agora só faço uma vez por ano e sempre nesta altura. Foi dia de voltar a fazer uma das atuações que mais prazer me dá fazer. Como dizia no sábado alguém, esta atuação tem um sabor especial. Voltamos a estar todas. Voltamos a viver tudo como sempre. Voltamos a ser um grupo, mesmo com este tempo todo de paragem. Voltamos a estar lá para dar o nosso melhor, para nos divertirmos, para partilharmos momentos e para fazermos o que realmente nos faz feliz…dançar!
Crescemos, aprendemos, testamos, controlamos…Agora nota-se que o tempo traz mudanças nestas coisas. Já não temos receio, já temos mais confiança, já temos menos nervos…
Foram 4h e tal de dança. Foram litros e litros de água (e não só ahaha). Foram quilómetros e quilómetros. Mais de 20 músicas. Mais de 1000 passos. Mais de tudo…mas nunca faltou energia, boa disposição e cumplicidade. E é por isto que volto sempre! Porque me faz sentido.
Foi numa noite quente (muito quente), com muita mas muita gente. Com muita música, cor, boa disposição e alegria que se fez o meu sábado.


Mas e porque há sempre um “mas”. Há sempre quem tente estragar aquilo que é bom aqui. E já perto do fim, tememos. Tivemos medo. Pânico, mesmo. Vivemos uma daquelas cenas mesmo “à filme”. Valeu-nos a facilidade em agirmos depressa em situações destas. Valeu-nos a polícia que salvou o momento. Valeu-nos a rapidez com que nos agarrámos umas às outras e fugimos, sem que ninguém ficasse para trás. Tudo acabou bem, e continuamos depois de novo, mas já com receio. Não fomos até ao fim, mas para o ano vingamos e ficamos até de manhã! Porque apesar de tudo, este dia vale sempre, sempre a pena. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Porque lá no fundo ainda existe um pedacinho de meninas em nós

Há coisas que nunca mudam. Há ligações que nunca se quebram. Há memórias que nunca vão embora…E ainda bem! Há certas alturas em que precisamos de ter a certeza que mesmo que tudo mude, há coisas que serão sempre como as conhecemos. Há alturas em que a nossa vida muda, passamos para a outra etapa e temos medo, inseguranças e poucas certezas.
Hoje fizeste-me sentir segura…Segura de que por mais que a minha vida mude, há sempre aquele jeito de menina em mim, há sempre aquela mania da Bia que sempre houve e fizeste-me acreditar que tudo será igual, porque não pode ser de outra forma. Mesmo que seja com pequenas coisas como hoje uma simples mensagem a meio do dia: “Deixei na tua casa umas coisas para ti, espero que gostes. Mas se não gostares de uma delas eu depois mostro a minha para ver se gostas mais e trocamos”. Sempre foi assim! Fomos criadas como irmãs quase gémeas e aprendemos a ter coisas iguais só mudando a cor e sempre fizeste o que nos ensinaram:" se não gostarem trocam entre vocês". E eras sempre tu que mudavas porque eu era (e ainda sou) a mais esquisita das duas ahaha Tenho saudades de quando éramos meninas, mas hoje mostraste-me que ainda há um pedacinho disso em nós, apesar de já nos considerarem adultas (menos a tua mãe ahahah). Obrigada por isto, preciso de sentir este tipo de coisas nesta altura.


P.S. E obrigada pelas prendinhas, mais uma vez.