sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Há os dias em que és forte, depois...

Há os dias…onde mesmo que não haja nada, agente arranja. Não faltam ideias, não faltam planos, não faltam coisas por fazer. Arrumar o que está arrumado. Organizar. Reorganizar. Uma vida que está arrumada e já só espera que uma avalanche venha e a abale, e lhe dê um rumo. Há uma procura incessante, uma vontade de não baixar os braços, porque isto há de me levar a algum lado! Há projetos que agora saem da gaveta. Há conhecimentos que agora colocas em prática. Há ideias de "há muitos anos" que começas a alinhavar. Há promessas que cumpres, porque agora tens tempo. Um tempo para ti…porque toda a gente segue a sua vida e não vão parar só porque a vida a ti assim to obrigou. E ficas, ficas para trás. Porque chega a um ponto…chega a um ponto em que já não dá, nem financeiramente, nem psicologicamente. Fazes um esforço, mas sabes que tens de pensar no amanhã, porque foi assim que te ensinaram e deixas de fazer aquilo que gostavas, porque tens medo de um amanhã que não sabes quanto tempo durará…e ficas, e ficas, e vais ficando, assim, como agora estás. Dentro e apenas contigo, porque mais ninguém te conseguirá compreender. Mas há os dias…os dias em que te esforças para não pensar que tudo vai correr mal, que há um bem nisto tudo. Que tudo vai acabar bem, porque sempre acaba.


Há as noites…e essas são as piores! Estás sozinha, no silêncio e no escurinho, e não no do cinema porque agora não dá. No escurinho das tuas quatro paredes. Onde só estás tu…porque o resto dorme para mais um dia de trabalho. Porque toda a gente tem uma rotina e tu…bem, e tu tentas criar uma nestes afazeres de não fazer algum. Mas fá-lo porque precisas dele, porque sentes falta…sentes falta de uma rotina de um não parar, de ter sempre algo para fazer. Depois pensas, pensas nas vezes em que pediste à Vida para abrandar o ritmo…e olha, olha agora, agora arrependeste! E a noite passa, mas não passa por ti, passa contigo porque a consegues ver desenrolar e já conheces todos os seus trilhos…e um amanhã se levanta, mais um dia amanhece e mais uma vez tentas criar um plano para o ver desenrolar. Porque só assim o consegues viver. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Então, e agora?!

“Então, e agora?!” deve ser das perguntas que mais me têm feito nos últimos tempos. Ou melhor dizendo tem sido a única pergunta que me fazem, agora. Agora que acabou. Acabou-se o estágio, daqui a um mês entrego a tese e depois…bem o depois eu também não sei. O depois será uma incógnita e pela primeira vez na vida sinto-me completamente “à nora”. Até agora nunca tive de me preocupar com o “a seguir”, porque o “a seguir” sempre teve resposta. Porque o “a seguir” sempre foi certo. Porque o “a seguir” sempre me deixou segura. Porque o “a seguir” sempre dependeu apenas de mim…
O “a seguir” agora…assusta-me. Tira-me o sono, a vontade de comer, causa-me insónias, tira-me a vontade de celebrar o que quer que seja. Porque sinto medo, uma angústia pela busca de um “a seguir”, para o qual a resposta não depende apenas de mim. Há a espera…que tanto pode ser curta ou longa. E essa espera faz-me pensar: o que farei nesses tempos?! Vou à procura, eu sei…mas, e enquanto procuro? Os dados estatísticos afirmam que o desemprego baixou, mas…quem me garante que eu terei sorte? Quem me garante que me escolhem? Ninguém me garante nada, porque não há garantias nesta altura…Porque nesta altura só há uma coisa que me garantem…uma espera. E durante essa espera só me garantem que vou ter de saber lidar com esta paragem. Uma paragem que nunca fiz. Uma paragem que muitos dizem que vai fazer-me bem. Uma paragem que me dará tempo para dedicar-me a algumas coisas que não consegui até agora. Uma paragem que espero não ser demasiado grande porque não sou pessoa de parar, esperar muito tempo, não fazer nada de útil e substancial…

Se fosse como o outro, mal-acabava o curso e lá ia eu…em busca e à descoberta de um mundo que tanto tem para mostrar. Lembro-me de quando falamos sobre isto naquela altura pareceu-me surreal, mas agora percebo. Agora dou valor e sei o porquê dessa vontade…Se pudesse era o que faria, enquanto uma resposta não chega, enquanto não me dão uma certeza. Mas não há essa possibilidade, mas existirão outras (espero) que me ocupem, que me realizem… Só que poucos percebem esta fase, esta preocupação. Mas aos muitos eu só peço tempo, para saber lidar comigo e com estas mudanças, inseguranças, receios de uma finalista-ex-estagiária-futura-recém-formada-engenheira-química-um-dia. Mas aos muitos eu só peço que não me perguntem o “e agora”. Porque o “e agora” será meu e apenas meu, e para saber dele preciso de tempo para me dedicar a ele e descobrir um sentido, um motivo, um lado bom, o onde é que ele pode ser positivo…Porque sobre o “e agora” eu não sei nada!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Regresso

O dia 13 foi dia de regresso. Dia de voltar a fazer algo que agora só faço uma vez por ano e sempre nesta altura. Foi dia de voltar a fazer uma das atuações que mais prazer me dá fazer. Como dizia no sábado alguém, esta atuação tem um sabor especial. Voltamos a estar todas. Voltamos a viver tudo como sempre. Voltamos a ser um grupo, mesmo com este tempo todo de paragem. Voltamos a estar lá para dar o nosso melhor, para nos divertirmos, para partilharmos momentos e para fazermos o que realmente nos faz feliz…dançar!
Crescemos, aprendemos, testamos, controlamos…Agora nota-se que o tempo traz mudanças nestas coisas. Já não temos receio, já temos mais confiança, já temos menos nervos…
Foram 4h e tal de dança. Foram litros e litros de água (e não só ahaha). Foram quilómetros e quilómetros. Mais de 20 músicas. Mais de 1000 passos. Mais de tudo…mas nunca faltou energia, boa disposição e cumplicidade. E é por isto que volto sempre! Porque me faz sentido.
Foi numa noite quente (muito quente), com muita mas muita gente. Com muita música, cor, boa disposição e alegria que se fez o meu sábado.


Mas e porque há sempre um “mas”. Há sempre quem tente estragar aquilo que é bom aqui. E já perto do fim, tememos. Tivemos medo. Pânico, mesmo. Vivemos uma daquelas cenas mesmo “à filme”. Valeu-nos a facilidade em agirmos depressa em situações destas. Valeu-nos a polícia que salvou o momento. Valeu-nos a rapidez com que nos agarrámos umas às outras e fugimos, sem que ninguém ficasse para trás. Tudo acabou bem, e continuamos depois de novo, mas já com receio. Não fomos até ao fim, mas para o ano vingamos e ficamos até de manhã! Porque apesar de tudo, este dia vale sempre, sempre a pena. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Porque lá no fundo ainda existe um pedacinho de meninas em nós

Há coisas que nunca mudam. Há ligações que nunca se quebram. Há memórias que nunca vão embora…E ainda bem! Há certas alturas em que precisamos de ter a certeza que mesmo que tudo mude, há coisas que serão sempre como as conhecemos. Há alturas em que a nossa vida muda, passamos para a outra etapa e temos medo, inseguranças e poucas certezas.
Hoje fizeste-me sentir segura…Segura de que por mais que a minha vida mude, há sempre aquele jeito de menina em mim, há sempre aquela mania da Bia que sempre houve e fizeste-me acreditar que tudo será igual, porque não pode ser de outra forma. Mesmo que seja com pequenas coisas como hoje uma simples mensagem a meio do dia: “Deixei na tua casa umas coisas para ti, espero que gostes. Mas se não gostares de uma delas eu depois mostro a minha para ver se gostas mais e trocamos”. Sempre foi assim! Fomos criadas como irmãs quase gémeas e aprendemos a ter coisas iguais só mudando a cor e sempre fizeste o que nos ensinaram:" se não gostarem trocam entre vocês". E eras sempre tu que mudavas porque eu era (e ainda sou) a mais esquisita das duas ahaha Tenho saudades de quando éramos meninas, mas hoje mostraste-me que ainda há um pedacinho disso em nós, apesar de já nos considerarem adultas (menos a tua mãe ahahah). Obrigada por isto, preciso de sentir este tipo de coisas nesta altura.


P.S. E obrigada pelas prendinhas, mais uma vez.  

terça-feira, 21 de junho de 2016

Já são 2 anos

E eu já não me lembrava que era neste dia...Obrigada querido Facebook! Afinal até serves para alguma coisa de bom! 
Tinha preparado um texto para este dia...assim como tinha preparado mais uns quantos...mas a vida é feita de surpresas. Ficar sem computador nesta fase do campeonato não é nada, mas nada fácil! No entanto..não é por isto que as coisas não andam para a frente. Se é mais complicado? É, mas a gente cá se amanha como se diz na minha terra. 
Por isso este não é um texto bonito...mas sim um texto simples que serve só para simbolizar e marcar esta data e fazer recordar o início deste grande desafio! Lembro-me daquele dia como se fosse hoje...E não me arrependo nada de ter começado isto! Nem sempre é aquilo que eu um dia idealizei, mas não está muito longe. É o meu escape para dias e situações difíceis e é o meu "ouvinte" em algumas das horas de dúvidas. É também onde gosto de partilhar experiências, ideias, ideais, momentos felizes...Um dia serás realmente aquilo que eu há dois anos sonhei para ti. Dá-me só tempo, espaço e paciência. 
Obrigada a todos pela presença neste meu que também é o vosso espaço. Obrigada pelas mensagens. Obrigada por mais um ano! Mais virão, não tenham dúvidas!


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Então...e se?

E se chegar aos 26 anos olhar para trás e vir que tudo o que fiz foi em vão? Que não vivi o que devia ter vivido? Que devia ter aproveitado mais? E se chegar aí e não for feliz com a vida que tenho? Com as escolhas que fiz? 

Será que terei forças para dar uma volta de 360º na minha vida? Será que serei capaz de desistir da vida que tenho para embarcar em mares desconhecidos?

E agora porquê dos 26? Porquê este post? Porquê estas dúvidas? Quando na realidade deveria estar a falar aqui do fantástico fim-de-semana passado que tive e da próxima semana que vou ter?

A resposta é: não sei...mas há coisas que lemos que nos fazem pensar e foi por isso que tive de escrever. Numa daquelas horas de zapping no Facebook, li um testemunho de uma rapariga que aos 26 anos olhou para trás e...e não viu nada, nada para além de uma vida banal, sem que nada lhe tocasse verdadeiramente. Uma vida feita de coisas "politicamente corretas" mas que não a faziam feliz, verdadeiramente. 

E eu com 22? Serei eu feliz? Não sei a resposta porque há tanto para contabilizar...embarquei num curso que quis e neste momento sei que não nasci para tal, mas sei que gosto da possibilidade daquilo que posso vir a fazer. Sou feliz pelas pessoas que tenho perto de mim. Sou feliz por aquilo que faço...mas há dias em que não o sou, há dias em que questiono tudo, até a minha própria existência...E são esses dias que me fazem pensar se na verdade serei mesmo feliz com a vida que levo. E nem sempre é fácil, nada fácil fazer/ter uma vida onde possamos ser felizes, neste mundo, nesta sociedade, neste tempo...Mas tenho esperança nas minhas escolhas e nas minhas atitudes. Tenho fé..