Há dias em que penso sobre quão
efémera é a nossa vida. Hoje é um desses dias. Acordar e saber que alguém que
tem exatamente a minha idade perdeu a vida, faz-me pensar. Acordar e saber que alguém
que eu conheço, e que tem exatamente a mesma idade que eu, perdeu a vida,custa!
Sabemos que o mais certo que
temos nesta vida…é a nossa morte. Sabemos que nada é para sempre, portanto algo
tão frágil como uma vida humana, não poderia durar para sempre. Mas, bolas, devia de haver idade! Não assim. Não com 22 anos. Não com mais de metade de
uma vida para viver. Não com tanta coisa para fazer, para descobrir, para conhecer, para viver... Não com tantos sonhos por concretizar!
Nestes dias assim penso nas vezes
em que desprezo a vida que tenho. Das vezes que me queixo da vida que levo. Das
vezes em que digo, “mais valia não estar cá!”. Nestes dias penso que tenho de
dar mais valor ao que tenho, à vida que tenho. Nestes dias penso que se não
estou bem como estou, o melhor a fazer é ir à luta, arriscar, tentar. Porque a
vida são dois dias e se hoje cá estamos, amanhã…não sabemos.